Um dia depois de promoverem uma paralisação de advertência, os operários que trabalham na reforma do Maracanã retomaram o expediente normal na manhã desta terça-feira. O retorno às atividades já estava previsto, mas ainda existe ameaça de acontecer uma nova greve, o que comprometeria as obras do estádio, cujos prazos de entrega estão no limite - o local será um dos palcos da Copa das Confederações, marcada para acontecer entre 15 e 30 de junho.
Ainda na segunda-feira, durante a paralisação de um dia nas obras, aconteceu uma nova reunião entre representantes do consórcio Maracanã 2014, responsável pela reforma do estádio, e do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada Intermunicipal do Rio (Sintraicp). E o acordo ficou mais próximo. Nesse encontro, o consórcio formado pelas construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez elevou a proposta de reajuste salarial para 11%, depois de os operários terem pedido por um aumento de 15%.
Anteriormente, em uma reunião que terminou sem acordo, na última sexta-feira, foi oferecido uma elevação de 8% nos salários. Uma nova assembleia deverá ser realizada ainda nesta semana, nesta quarta ou na quinta-feira, para saber se os trabalhadores vão aceitar ou não a proposta de 11% de reajuste feita pelo consórcio. Os operários ainda reivindicam o pagamento de cesta básica de R$ 330, plano de saúde também para familiares, participação nos lucros de dois salários, além de hora extra de 100%. Leia mais...