O real também sofreu com o esquema internacional de manipulação das taxas de câmbio que envolveu seis dos maiores bancos globais e resultou em multas que superam os US$ 5 bilhões. Desconhecida até agora, a influência sobre a moeda brasileira foi revelada no acordo final entre autoridades dos Estados Unidos e o britânico Barclays. O documento fala em “conspiração” e cita que havia boicote aos corretores brasileiros para aumentar o poder de fogo do esquema de manipulação de preços.
Documento do órgão supervisor do Departamento de Serviços Financeiros de Nova York (DFS) mostra que negócios com a moeda brasileira em 2009 foram alvo da ação de operadores que queriam influenciar preços para aumentar lucros. “Operadores de câmbio envolvidos no mercado entre o dólar dos Estados Unidos e o real do Brasil conspiraram juntos para manipular os mercados”, diz o termo de compromisso de cessação de prática (consent order, em inglês) que envolve o Barclays.
O termo foi assinado na terça-feira, 19, pelo conselheiro geral do banco britânico, Robert Hoyt. A investigação mostra que operadores boicotavam corretores locais para reduzir a competição. Com menor concorrência era mais fácil influenciar a oscilação dos preços do dólar no mercado. (Correio)