Rodrigo Gularte, de 42 anos, foi condenado por tráfico de drogas em 2005.
A Indonésia indicou na quinta-feira (12) ser improvável a execução de estrangeiros, incluindo um brasileiro, que estão no corredor da morte nos próximos 16 dias, já que o gabinete do procurador-geral informou que o grupo de 10 condenados será fuzilado em conjunto. A maioria das dez pessoas condenadas por tráfico de drogas foi transferida para a ilha-prisão de Nusakambangan para execução por fuzilamento. O grupo inclui cidadãos da Austrália, França, Brasil, Filipinas, Gana, Nigéria e Indonésia.
A família do brasileiro Rodrigo Gularte pediu clemência por motivos de doença mental. Na semana passada, o procurador-geral disse em Jacarta que Gularte estava sendo examinado por profissionais médicos. As autoridades ainda aguardam os resultados. Nesta quinta-feira, a apreciação de uma apelação apresentada por dois australianos do grupo contra o indeferimento de um pedido de clemência do presidente foi adiada para 19 de março.
Uma decisão sobre um recurso judicial separado, de um condenado francês, foi postergada na quarta-feira (11), para 25 de março. Se os recursos forem rejeitados, o governo ainda terá que dar um aviso de 72 horas antes de cumprir todas as sentenças. A Indonésia impõe duras penas por tráfico de drogas e, em 2013, retomou as execuções, depois de um hiato de cinco anos. Cinco estrangeiros, incluindo um outro brasileiro, estavam entre as seis pessoas executadas no mês passado, as primeiras desde que o presidente Joko Widodo assumiu o cargo, em outubro.