A Federação Única dos Petroleiros (FUP), representante dos trabalhadores da Petrobrás, criticou o tratamento dado por órgãos fiscalizadores do governo e pela estatal à segurança nas plataformas produtoras de petróleo. A Petrobrás “investe em segurança, porém mal”, afirmou o diretor da federação José Maria Rangel. Além disso, alertou que falta uma fiscalização por parte da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Ministério do Trabalho se as melhores práticas de prevenção a acidentes são cumpridas.
As declarações foram dadas após uma explosão em um navio-plataforma da estatal ter matado três pessoas e deixado 10 feridos. “A atividade de exploração de petróleo cresceu de forma muito rápida no País e esses órgãos não se prepararam para isso. Não há auditores suficientes para acompanhar essas plataformas”, avalia Rangel.
Em abril do ano passado, na última visita feita à plataforma Cidade de São Mateus, onde uma explosão causou a morte de três petroleiros e deixou outros dez feridos, a Marinha detectou que o sistema de alarme não funcionava e as mangueiras utilizadas para apagar o fogo estavam enferrujadas, segundo Rangel. Ele não soube dizer se o problema foi resolvido. A federação estima que o ideal seria que a fiscalização ocorresse a cada seis meses.