Pela primeira vez, o Vaticano sinaliza que a Igreja pretende “garantir um espaço de fraternidade em sua comunidade” aos gays e rever o veto à comunhão existente hoje para os divorciados. Em uma mudança clara, segundo teólogos, de tom, onde a condenação passa a dar lugar à conciliação e à acolhida, o texto diz que os homossexuais têm “dons e qualidades a oferecer” e que os católicos que se separaram não podem ser discriminados, mas convidados a participar da Eucaristia.
Ao mesmo tempo em que acena com a mudança, o texto assinado pelo cardeal húngaro Péter Erdö, relator do Sínodo, reafirma a oposição ao casamento gay e ao uso de métodos contraceptivos, conforme definido pela encíclica Humanae Vitae.Ainda preliminar, o documento divulgado na segunda-feira (13) resume os debates ocorridos ao longo do Sínodo da Família, encontro iniciado há uma semana com a participação de 200 bispos, e atende ao pedido feito pelo papa Francisco de discutir abertamente assuntos controversos para a Igreja. Leia mais...