Será ouvido pela polícia, um clínico geral cubano, investigado pela Polícia Civil da cidade de Luziânia, no entorno do Distrito Federal, por abuso sexual. As denúncias foram registradas por três grávidas contra o profissional, integrante do Programa Mais Médicos do governo federal. Irregularidades na conduta dele teriam sido observadas até por uma enfermeira que já prestou depoimento.
O médico trabalhava em uma unidade de saúde da família da Prefeitura de Luziânia desde o início do ano e foi afastado preventivamente após as denúncias. As vítimas suspeitaram da conduta do profissional e relataram o caso para a enfermeira que as orientou a acionar o serviço de ações básicas de saúde do município. Grávidas de 7, 6 e 3 meses, as três mulheres fizeram a denúncia à polícia, que iniciou a investigação.
As vítimas também levaram o caso ao conhecimento da Secretaria de Saúde de Luziânia, que instaurou sindicância após ter ouvido as gestantes e o médico, optando pelo afastamento "preventivo" do profissional e a notificação ao Ministério da Saúde, responsável pelo programa. Nos depoimentos, elas alegaram que o clínico geral vinha cometendo atos libidinosos durante as consultas de rotina do pré-natal. A polícia não revelou o nome do médico ainda porque aguarda os dados oficiais da Secretaria de Saúde de Luziânia. O clínico foi substituído por uma médica.