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Dilma e PMDB ‘rebelde’ se enfrentam nesta terça-feira(11)

   Na noite desta terça-feira, o plenário da Câmara será palco de uma batalha sui generis. Vão à sorte das armas legislativas o governo da presidente Dilma Rousseff e o pedaço rebelado do partido do vice-presidente Michel Temer. Desafiado por Dilma, o líder do PMDB, Eduardo Cunha, comanda uma infantaria que tentará impor ao Planalto uma derrota constrangedora. Se ele prevalecer, a Petrobras será a primeira vítima da crise que eletrifica as relações do Planalto com seu principal aliado. Vai a voto uma proposta do líder do DEM, Mendonça Filho (PE), subscrita pelos também oposicionistas PSDB e PPS. 
   Prevê a criação de uma comissão suprapartidária de deputados para investigar, em diligências externas, a denúncia de que funcionários da Petrobras receberam propinas milionárias da SBM Offshore, uma empresa holandesa que opera no ramo da locação de plataformas petrolíferas. A ideia da oposição foi encampada pelo ‘blocão’, como se autodenominou o grupo de oito partidos, PMDB à frente, que se uniu para isolar o PT de Dilma na Câmara.
    Nesta segunda-feira, véspera batalha, Brasília viveu cenas surreais. Entrincheirado no Planalto, o ministro petista Aloizio Mercadante (Casa Civil) pressionou líderes governistas para que votem como governistas. Convocou à sua presença, por exemplo, o líder do PR na Câmara, Bernardo Santana (MG). Fez a caveira de Eduardo Cunha e aconselhou o interlocutor a desembarcar do ‘blocão’. A reação de Santana dá uma ideia da impopularidade do governo entre os governistas.(UOL)
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