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Laudo do Adolfo Lutz confirma que suco Ades continha soda cáustica

  Um laudo do Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, confirmou que a embalagem do suco de maçã Ades, consumido por uma moradora de Guarujá, no litoral de São Paulo, continha soda cáustica. O exame foi encomendado pelo advogado da mulher, que alega ter passado mal depois que engoliu o produto à base de soja. Segundo o documento, o pH (Potencial Hidrogeniônico), ou índice de acidez do produto é 13,5, que corresponde à soda cáustica. "Agora o laudo vai ser anexado à ação de indenização por dano moral que movi contra a Unilever, na 2ª Vara Cível de Guarujá", explica o advogado Airton Sinto.
   O advogado afirma que o vice-presidente da Unilever Brasil, Newman Debs, mentiu durante audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, realizada no dia 27 de março em Brasília (DF). "Ele disse que desde o primeiro momento em que a empresa teve conhecimento da contaminação, já tomou medidas para avisar a população, a imprensa e os órgãos competentes. Isso é mentira.
  A minha cliente ligou para o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) no mesmo dia. Ela tem um protocolo que confirma isso. É só resgatar a gravação da conversa. Também avisamos a Vigilância Sanitária de Guarujá. Ainda assim, a Unilever só se pronunciou sobre o assunto uma semana depois", explica. Sinto diz que sua cliente, que não quer se identificar por medo de represálias, já está melhor de saúde, mas ainda tem uma sequela psicológica. "Ela não se conforma de ter sido ignorada. E eu também, como cidadão, não entendo como uma empresa desse porte pode se comportar de forma tão evasiva, desrespeitando o consumidor", conclui. G1

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