“O que é o amor” foi a frase mais pesquisa no Google em 2012, de acordo com a empresa. Na tentativa de se aprofundar na questão, o jornal britânicoThe Guardian reuniu escritores dos campos da ciência, psicoterapia, literatura, religião e filosofia para que cada um desse a sua própria definição. Para o físico Jim Al-Khalili, o “amor é química”.
“Biologicamente, o amor é uma condição neurológica poderosa como a fome ou a sede, só que mais poderosa”, explica. Ele acrescenta que o fato de o amor ser tratado como algo incondicional se deve ao fato de ser incontrolável.
“Enquanto a luxúria é um desejo sexual passional temporário envolvendo a liberação de químicas como testosterona e estrogênio, no amor verdadeiro, o cérebro pode liberar todo um conjunto de produtos químicos: os feromônios, a dopamina, noradrenalina, serotonina, oxitocina e vasopressina”, pontuou.
Ele disse, ainda, que, partindo-se de uma perspectiava evolucionária, o amor pode ser visto como uma ferramenta de sobrevivência, “um mecanismo que envolve promover longas relações, defesa múta e apoio familar”.Já a psicoterapeuta Philippa Perry acredida que “o amor tem muitos disfarces”, partindo do princípio que os nossos ancenstrais não rotulavam uma série de emoções como “amor”, em uma única palavra. Leia mais...