"Bebê de camisinha" é o termo pejorativo para descrever a situação em que a mulher engravida, embora jure de pés juntos que estava usando preservativo. Foi o que aconteceu com a modelo Carol Francischini, segundo ela mesma. No quarto mês de gestação, a modelo disse que engravidou apesar de ter usado camisinha e, ainda, o contraceptivo Nuvaring.
(O Nuvaring é um anel flexível, transparente, que libera lentamente, dentro da vagina, estrogênio e progesterona e cuja taxa de eficiência é de 99.7%, segundo o fabricante e ginecologistas ouvidos; equivale a uma cartela mensal de pílulas anticoncepcionais e deve ser substituído depois de um ciclo por um anel novo). A gravidez, que teria vencido as barreiras da dupla proteção, repercutiu em redes sociais.
A atriz Luana Piovani, por exemplo, ironizou a explicação da modelo. "Para quem está com dificuldade em engravidar: parece que é só usar camisinha e Nuvaring que dá direitinho", tuitou a atriz. Luana seguiu com posts sobre o assunto no microblog até dar o caso por encerrado: "O melhor é o Zé Simão amado dizendo que o pai é o MacGaiver hahaaha"; "Chega! Que esse assunto me irrita, só não deu para ficar calada com essa declaração naive".
CAMISINHA FURADA?
No caso do anel vaginal, a ocorrência de uma gravidez indesejada é de menos de 1%. Já no caso da camisinha, a dúvida em relação à veracidade da afirmação de Carol Francischini pode ser injusta, já que 17% dos casais que mantêm relações com o preservativo engravidam. Como é possível que um método recomendado pela Organização Mundial da Saúde, com eficácia alegada de 98%, possa estar envolvido nessa alta taxa de gestações? "Erro humano", diz Nilson Roberto Melo, chefe do Departamento de Planejamento Familiar da Clínica de Ginecologia do Hospital das Clínicas de São Paulo. Leia mais...